Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

20 COISAS PARA FAZER ANTES DE MORRER

1) Emplacar um Best Seller mundial com um livro que melhore a humanidade
2) Ter um segundo filho, natural ou não.
3) Atuar fortemente em uma instituição para crianças
4) Encontrar um gato preto pequeno e desprotegido na rua, adotá-lo e chama-lo de Merlin.
5) Meditar nas Pirâmides do Egito
6) Perdoar a Japonesa por ela ter usado mais da metade do meu creme anti-rugas
7) Dar uma festa inesquecível onde estejam todas as pessoas importantes que fizeram parte da minha vida, incluindo os leitores especiais. Uma celebração única valendo por todas da minha vida inteira, uma vez que nunca fiz festa de 15 anos, nem de casamento, nem de formatura, nem de nascimento de filha, nem de primeiro aninho dela.
8) Cair de amor por um homem e ser levantada por ele
9) Viajar para o exterior e morar um tempo lá
10) Abraçar um coala na Austrália
11) Mergulhar no oceano e ver as coisas lindas que existem lá
12) Ter uma overdose de Danoninho (Provavelmente eu realize isso junto com o Fabuloso dentro de 6 meses...heheheheh)
13) Ver a minha filha se formar na faculdade
14) Escrever um livro no meio da floresta fechada
15) Visitar o Taj Mahal
16) Ser uma versão bem melhorada de mim mesma nos próximos 10 anos
17) Construir uma casa do meu jeito
18) Rolar num gramado lindo, sob o sol da primavera com um bebê e uma porção de gatos á minha volta, sem preocupação com a hora, apenas deixar-me ali estar. ps: vou levar mamadeira, água e ração.
19) Entrar em um aviário, comprar todos os pássaros, levá-los para minha casa (aquela que eu construí do meu jeitinho), colocar muitas casinhas de madeira nas árvores, abrir todas as gaiolas e soltá-los.
20) Ir na Disney com a minha filha, com a Japonesa e com quem mais estiver por perto.
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Acho que todo mundo precisa ter um plano de vida. Aqueles que quiserem dividir o seu com os outros sintam-se á vontade para postar aqui também.
Um beijo á todos e desculpem por minha ausência, acreditem, estou na maior função por causa do Fabuloso...rsrsr, ele tem tomado a maior parte do meu dia e eu estou amando isso!!!!

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

FABULOSO & EU... Um Novo Amor Em Minha vida.



Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

MEU DIA...

Acordei com a Xuxu saindo para o trabalho, não abri os olhos e contei a ela o meu sonho. Ela saiu, fechou a porta e depois de uns 15 minutos foi à vez da minha filha se movimentar em casa. Não vi a Ísis sair. Dormi até mais tarde. Ás 10 levantei, dei bom dia ao Pc, entrei na net. Enquanto conectava fiz um nescau e um sanduíche de queijo. Dei bom dia no msn para a Toalá, para a Fernanda e tentei dar bom dia ao editor, mas não achei ele. Liguei na editora, ele não estava. Conversei com a Toalá, rimos muito das histórias de nossas amigas e chegamos a conclusão de que se nós duas ficássemos o resto da vida em frente ao pc nossa vida seria também emocionante, porque muita gente nos conta histórias emocionantes e não tem como não viver essas histórias junto. Eu conto a ela as que me contam. Ela me conta as que contam a ela. Conversei com a Fernanda sobre o que ela vai dar de presente para a Sol, que ganhou bebê. Ela decidiu-se pelo mosqueteiro. Eu achei ótima idéia. Liguei para a Ana para pegar o endereço dela pela segunda vez e mandar o presente dela com dois meses de atraso pelo correio. Ela atendeu rindo, então me senti perdoada. Nisso a Sol me ligou, pediu para eu apanha-la no hospital. Corri me arrumar, fui pegar o estojo de sombras na gaveta de maquiagenm e não achei, fiquei brava, pensei que hoje á noite, em casa, cabeças iam rolar. Então esfriei e pensei “Ninguém é perfeito, seja lá qual das duas pegou o estojo e pos na bolsa sei de que apesar disso as duas são maravilhosas”. Fui para o hospital. subi no quarto, peguei o bebê no colo e disse: “Deixa que eu levo!” Desci com sacolas nos ombros e com um bebê FABULOSO nos braços. Pensei no fato de algum dia eu ser mãe novamente. A Sol me perguntou se ela estava muito horrorosa depois de sofrer 12 horas no parto normal e dar a luz a um bebê GG. Olhei para ela, desisti de ser mãe novamente, pensei no que dizer e falei: “Você tá ótima!”. Senti-me bem à beça mentindo. Coloquei bebê no banco de trás, beijei bastante, cheirei bastante, arrastei a Sol, que só reclamava dos pontos para dentro do carro, liguei Amy Wine House e fui em direção á casa da Sol. No caminho lembrei que era o último dia de entregar a minha documentação para a gerente do banco. Então deixei a Sol e o bebê no carro, corri na gerencia e descobri que minha gerente já foi um dia minha professora em um curso de controle e aproveitamento da mente, entreguei a documentação para ela e nisso me toquei que trouxe, na correria, por engano uma documentação que já estava no carro e que era da Xuxu. A gerente me convidou para fazer um curso de Eneagrama. Aceitei. Desci as escadas do banco pensando se era a hora certa de descobrir de verdade o meu lado black. Me convenci de que sempre é tempo de descobrir um pouco mais sobre a gente mesmo. Antes de chegar no carro entrei na farmácia, comprei um remédio para os pontos da Sol. Entrei no carro e decidimos juntas, antes de ir para casa dela, agendar o pediatra no posto. Dei o "presente" da Sol e ela ficou feliz. Chegamos no posto, desci primeiro, peguei o bebê, arrastei a Sol para fora do carro, entramos no posto de saúde e todo mundo queria ver o “nosso bebê”. Reencontrei duas amigas do tempo da faculdade que me perguntaram se eu não ia mesmo trabalhar na área. Cocei a testa, uma delas segurou a base do bebê achando que ele ia cair. Franzi a cara, pensei, concluí e respondi: “Não, acho que não.” Pensei em um bom motivo para ser enfermeira. Não encontrei nenhum. Pensei em um bom motivo para continuar sendo uma escritora. Achei vários. Voltamos para o carro, joguei a Sol lá dentro e pus o bebê no banco, beijei, fechei a porta, abri a porta novamente, cheirei, fechei a porta e sentei para dirigir. Liguei o ar quente, a Sol reclamou do calor. Desliguei e liguei ar frio. A Sol reclamou do frio. Desliguei e abri os vidros, a Sol reclamou do vento. Fechei os vidros e a Sol reclamou de fome. Liguei para a minha filha e mandei ela ir direito no restaurante perto de casa. Levei a Sol e o bebê no restaurante. Tirei os dois do carro, pus o bebê descansando em uma cadeira e fui me servir enquanto a Sol se servia e reclamava que o suco de laranja já tinha terminado. Enquanto isso a minha filha chegava e ria da Sol estar de pijama vermelho de bolinha branca e de casaco preto por cima. A Sol alegou que eu disse que ela estava ótima e que pelo menos ela tinha posto um tênis com o pijama. Comemos. Bebê dormiu o tempo todo. Perguntei a minha filha se ela por acaso tinha pego o estojo de maquiagem. Ela disse que não. Pirei mentalmente com a Japonesa. ENTÃO HAVIA SIDO ELA...ARÁÁÁÁ... Imaginei a Xuxu maltrapilha em uma cela medieval estendendo a mãozinha desesperada por um pedaço de pão enquanto eu aproximava a bacia sem deixar ela conseguir pegar e dizia: “Confessa-te arrependida japonesa? Prometas que nunca mais voltarás a pecar!!!”.
Paguei o almoço do bando todo. Agradeci pelo restaurante ser tão barato e pelo bebê ainda não almoçar fora. A Ísis me extorquiu como de costume no troco do almoço e comeu metade da minha sobremesa. Levei meu filho para o carro, despachei a mais velha para a casa da amiga dela e deixei a parturiente subir sozinha no carro. Beijei e cheirei o inocente. Dirigi abrindo o vidro, fechando vidro, ligando ar quente, desligando ar frio e ouvindo ai, ai, ai, ui, ui, ui. Meu celular tocou. Catei celular na bolsa, dirigi com uma mão e atendi com outra. Era a Fabiola, me convidando para ir á Nova Zelândia com ela em julho e ficar 3 meses na casa dela lá. Eu disse que não dava porque tinha acabado de ganhar bebê e ia lançar mais um livro em agosto. Mas falei da possibilidade de em setembro eu poder ir. Estava levando a Sol para casa quando ela resolve passar na amiga dela primeiro e pegar um dinheiro, troquei de rota, estacionei o carro na frente da casa da amiga dela, que desceu correndo e então conheci a Preta, uma outra garota de programa que muito já ajudou a Sol. Conversamos, o bebê continuou dormindo e decidimos ir para casa. Dirigi em direção á residência da Sol. Chegamos, peguei MEU FILHO INOCENTE E FABULOSO e coloquei na cama dela, comi as balinhas do Chá de fraldas da Sol, subi no carro e fui para a Br-101 comprar penduradores de pulseiras, de cintos e de sapatos para armário. No caminho encontrei um papeleiro do outro lado da rodovia. Lembrei que a minha filha tinha me separado uma sacola de meias para doar. Senti preguiça em ter de fazer a volta e atravessar a rodovia. Pensei em dar as meias para um papeleiro com crianças pelo caminho. Em milésimos de segundos “ouvi”: Você está com preguiça de ir ajudar só porque tem de fazer a volta de carro na rodovia? Só que quando você em suas orações pede que façamos as missões impossíveis ninguém aqui fica com preguiça de ser a tarefa do outro lado do planeta e a gente ter de atravessar o oceano.” Agradeci por Deus ser tão bom comigo, fiz a volta na rodovia, encostei ao lado do papeleiro, estendi a sacola de meias, catei o que eu tinha de troco que sobreviveu á minha filha e estendi pela janela. Ouvi o senhor de idade dizer que estava precisando muito de meias e que o dinheiro era bem vindo, porque na próxima semana ele iria se operar da hérnia e ia ter de parar de puxar a carroça que nem cavalo tinha. Saí de lá sendo abençoada por ele, me sentindo mais abençoada ainda por Deus e agradecendo EM ABSOLUTO TUDO O QUE HÁ NA MINHA VIDA, INCLUSIVE A JAPONESA.
Ahhhh, o que é um estojo de sombras em relação á uma amiga tão maravilhosa que acredita na gente? NADAAAAAAAAAAAAAA...
Comprei 6 penduradores de pulseiras, 6 penduradores de cinto, 3 penduradores de sapatos e resolvi vim para casa ver se tinha e-mail. No caminho peguei a Avenida Atlântica e vim olhando a praia. Então estacionei o carro, abri a janela negra coberta por insufilme para poder apreciar a cor do mar e, por um minuto pensei em alguém muito especial. Me perguntei se eu tinha motivos para continuar pensando. Nenhum. Então despensei. A vida continua. Liguei o carro e fui para casa. No caminho percebi que era quase hora do compromisso da minha filha, liguei para lhe lembrar do horário do psicólogo dela. Liguei 1 x, liguei 2 x, liguei 3 x. Nada. Pensei no que fazer para ensinar a ela responsabilidades com horários. Decidi que ela não sairia na sexta feira á noite, “ISSO, DE CASTIGO!!!!!! Então me senti uma tirana. Concluí que era um castigo sério demais por um esquecimento de horário. Pensei sobre a possibilidade de eu rever alguns valores meus e que eu havia me comprometido dias destes comigo mesma a não ser mais tão exigente com as outras pessoas. Cheguei em casa, abri meus e-mails, li sobre o editor do Peru me convidar novamente a voltar em Lima, na Feira do Livro Internacional em julho. Encaminhei a proposta dele ao meu editor no Brasil dizendo que por mim tudo bem. Então liguei 4x, 5x, 6x para a minha filha. Nada. Imaginei-me fazendo um fiasco grande no corredor do prédio enquanto ela caminhava encolhida de vergonha para dentro de casa ao ouvir meus berros: PORQUE VOCÊ NÃO ATENDE O CELULAAAAAAAAAR??????? SE VOCÊ NÃO ATENDE O CELULAR PORQUE TEM ELE?????????????? ME DÁÁÁÁÁ JÁ ESSE CELULARRRRRR!!!!!! DE CASTIGO SEM O CELULAR!!!!!! Daí voltei para a realidade, acordei e pensei que se eu fizesse isso ela ia pegar o chinelo e bater em mim. Desisti da idéia. Fiquei pensando que como mãe eu preciso ensinar antes de tudo disciplina. Imaginei o psicólogo dela me chamando para outra conversinha lá sobre minhas novas táticas militares. Então ela me ligou. Eu atendi: “Oi filha, tudo bem? Amor, não esquece o psicólogo, estamos em cima da hora, vem já pra casa que te dou uma carona até lá.” Desliguei o telefone e notei uma mensagem na minha secretária eletrônica de casa. Era do farmacêutico, me avisando que eu havia esquecido na Farmácia alguns documentos, entre eles o protocolo de passaporte de uma tal de Carine. Decidi buscar sem que a Xuxu soubesse que eu havia deixado lá, porque eu vivo pegando no pé dela que ela é esquecida demais. Medi o pendurador de pulseiras no armário e ficou ótimo, medi o pendurador de cintos no armário e ficou ótimo. Medi o pendurador de calçados no armários e não ficou ótimo. Liguei pra vendedora, combinei dela me fazer penduradores menores. Ela pediu que eu devolvesse os meus que ela faria menores. Peguei minha filha na portaria do prédio, entrei com ela na clínica, fui pagar a conta acumulada. Eu tinha em casa as sessões anotadas. A recepcionista calculou 60 reais a menos. Eu falei que estava errado, ela disse que estava certo. Eu estendi o dinheiro certo e saí. As vezes me odeio. Corri no correio por o presente da Ana e o contrato do editor. Encontrei a Helena na fila, que também está fazendo o curso do Eneagrama, ela me disse que vou me surpreender por me revirar do outro lado. Imaginei que ser eu iria tirar de dentro de mim. Um Alien? Só o que falta... Falamos sobre psicologia, comportamento e esoterismo.
A Sol me ligou, perguntando se eu não levava ela no posto para vacinar o Pedro. “Mas jáááaááá???” Então pensei que tinha de levar mesmo, porque "Deus u Livre" ser cúmplice de algum infortúnio em relação á saúde do FABULOSO. Peguei a Sol, o bebê e ouvi ela dizer que o remédio da farmácia tinha aliviado a dor nos pontos. Fiquei feliz. Fomos nós três antes levar meus penduradores de sapatos para a loja. Desci, combinei a data de pegar eles, voltei para o carro, vi a cena linda da Sol cuidando do bebê e então fomos para o posto. Vacinamos o Pedro e fizemos teste do pezinho. A Sol chorou junto com ele. Nessa hora eu fiz papel de macho e engoli a seco. No caminho lembrei que esqueci da filha no psicólogo. Antes deixei a Sol em casa para o Pedro mamar e fui pegar a filha mofada na clínica, combinei com a Ísis que eu deixaria ela em casa para ela comer e trocar de roupa, e a pegaria 18:45 para irmos á aula de espanhol. Então fui levar o carro para lavar a seco no estacionamento do shopping porque é mais rápido e enquanto isso fui sacar dinheiro para pagar uma conta amanhã, também corri até a farmácia pegar os documentos. Na volta passei na loja de chocolates e comprei 6 bombons de chocolate com Amarula. Comi todos, um atrás do outro. Pensei que quanto mais chocolate eu como melhor eu me sinto. Nisso a japonesa me liga para avisar que vai trabalhar até depois das 19 horas e que vamos nos atrasar para a aula de espanhol. Eu falei para ela avisar a professora. Vi uma estátua da Kwan Yin em uma loja e fiquei tentada para comprar. Contei mentalmente meu dinheiro e me lembrei de que preciso economizar. Peguei o carro, aprovei a lavação á seco e por fim decidi não ir á aula de espanhol. Liguei para a minha filha e perguntei o que ela achava de comer um calzone. Ela topou, me pediu um de camarão e uma salada de frutas com leite condensado. Depois liguei para a Xuxu e perguntei que calzone ela queria. Ela queria um Calzone turbinado. Típico...
Enquanto eu voltava para a casa vim pensando na vida, no que estamos fazendo aqui senão tentarmos ser pessoas bem melhores, também cogitei uma reunião caseira para acertarmos que eu não posso ser a agenda eletrônica de lembrete de compromisso de ninguém e muito menos a dona de maquiagens que somem. Mas também pensei na dificuldade que alguns têm por conviverem comigo muito de pertinho. E pensei que eu estava virando uma chata em casa por todo dia brigar por uma coisinha aqui e outra ali. Também pensei que meus leitores nunca imaginam que tem um lado meu muito dificultoso de se lidar. Que esse lado pode até ter suas vantagens, mas que também tem seus agouros e em alguns casos eles pesam mais. É, eu pego no pé direto com coisas fora do lugar (sou muito chata nisso), bato na tecla que eu não gosto que as coisas sejam perdidas (nesse inverno doei a bota que eu usei por 15 anos, meuuuuuuu, por 15 ano eu tive a mesma bota de inverno, porque eu cuido das minhas coisas e penso que a minha filha e a Xuxu – que não deixa de ser uma outra espécie de filha - deveriam fazer a mesma coisa). É também difícil de conviver muito de pertinho comigo porque eu dificilmente mudo de idéia (Se eu estiver convicta ai, ai, ai, pode se descabelar na minha frente que não tem jeito...) e que por vezes falo aquilo que as pessoas querem continuar abafando para não ter de enfrentar, mas que isso não me dá o direito de tocar nas feridas dos outros.
Parei na Atlântica e fiquei a pensar um pouco mais. Concluí que cabeças não iam mais rolar hoje á noite.
A Xuxu me ligou dizendo que o ônibus estava chegando na esquina de casa e perguntando se eu ia demorar para vim. Eu falei 5 minutinhos mais. Retomei meus pensamentos: E o que é um atraso no horário ou um estojo de sombras perto do que as vezes eu faço com elas????
Liguei o carro, fui em silêncio, subi as escadas, disse para elas comerem enquanto estava quentinho. Assisti um filme legal que não sei o nome com a Xuxu e a Ísis, depois conversei com a minha filha sobre um garoto e confesso que devido ao meu cansaço dei conselhos medianos. Vim para o pc escrever um e-mail para o editor não me depositar em cheque porque senão leva 5 dias úteis de SP para cá e isso "me mata". E decidi escrever esse post. Na metade a Xuxus veio aqui me dar um abraço e dizer que tinha adorado o pijama apeluciado que eu trouxe para ela, depois veio a minha filha perguntando se ela podia trocar o que eu tinha dado para ela pelo meu, consenti. Ela também sentou do meu lado para me fazer rir com o humor contagiante dela e as aprontações na sala de aula. Amanhã todo mundo decidiu ir de pantufa pra escola. Também pediu para catar mais umas moedinhas na minha bolsa, e então eu decidi ser direta no assunto: De quanto dinheiro você está precisando e para o que é? E ela nem piscou: De um milhão para ser feliz!
As duas depois de um tempo apagaram a luz e se entregaram para Jesus, enquanto eu continuei na sala fazendo meu trabalho no blog e nos livros. Hoje pelo jeito vou a madrugada toda por aqui.
Bem, e esse foi o meu dia...

Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

TAPE SEUS OUVIDOS E CANTE UM LÁ, LÁ, LÁ, LÁ, LÁ...


...Bem alto quando alguém vier com frases que pisam em seus sonhos. Não deixe que ninguém atrapalhe a fé que há no seu interior naquilo em que você acredita.
Porque não existe nada mais forte e verídico do que a certeza do inconsciente, aquela verdade que está plantada no nosso coração e que na imensa maioria das vezes é munida de qualquer racionalização que aponta para o fato de haver possibilidade de concretização daquilo que você quer.

SE VOCÊ SENTE DENTRO DE VOCÊ DE QUE É CAPAZ, DE QUE PODE E DE QUE VAI CONSEGUIR ENTÃO SIGA EM FRENTEEEEEEE!!!!!!!

Sabe, quando a gente é criança a gente sabe das coisas. Pergunte a uma criança o que ela quer ser quando crescer e ela lhe dirá bem certinho qual é a função dela nesta vida. Faça isso, comprove você por si mesmo, pergunte há uma criança de menos de 7 anos o que Deus mandou ela vim fazer aqui na terra e ela vai te dizer, da maneira mais simples, mais pura e mais certa o motivo porque ela veio para cá.
Minha amiga fez isso com a filha dela de 4 anos, e ela respondeu: “Eu vim pra ajudar a cuidar da mamãe.” E é verdade, por mais inusitado que pareça ser, essa menina foi o anjo salvador desta minha amiga, porque a filha dela chegou em um momento que essa minha amiga mais precisava, um momento onde ela estava absurdamente perdida neste mundo, sendo presa pela segunda vez, óbviamente por motivos coerentes, e então ela decidiu fazer as coisas diferentes, já que ia ter uma criança. E hoje ela é OUUUUUUUUUUUUUUUTRA PESSOA!!!!!!! Graças a anjinha dela, que é uma fofa, uma graça!!!!!

Depois que a gente cresce é que a gente fica tolo, sabe? Porque permitimos que condicionamentos sejam impostos a nós. Absorvemos todo o lixo programado da sociedade naquilo que ela dita de regras e condutas de escolhas, práticas e crenças e então nos poluímos interiormente. E muita gente perde a sua essência porque fica simplesmente permitindo que a verdade dos outros sobreponha-se a sua própria verdade.

Você tem dúvida sobre algo? Ouça o seu coração. Não ouça a sua mente, porque a mente da gente mente para a gente. Também não ouça as suas emoções porque nossas emoções são águas que podem nos levar rio á baixo. Quem não controla suas emoções será controlado por elas. E não quero que você se afogue em meio ao que você sente. Mas pelo amor de Deus, ouça o seu coração.
Mesmo que aquilo que você quer não receba o devido apoio de quem está próximo á você, ampare-se nas suas certezas pessoais.
Eu tenho fechado os meus ouvidos para a imensa maioria das pessoas ao meu redor, acredite, são elas que contaminam a nossa mente e muitas vezes sem ter a real intenção de nos prejudicar. Quem está longe acredita mais na gente do que quem está perto...
Sabe, vou contar algo para vocês. Há um tempo atrás eu amava um homem, sim, amava no sentido de AMOR mesmo. E quando a gente ama a gente se importa com a pessoa e se importa com o que ela pensa e com o que ela sente. E se importa em ela ser feliz e por isso queremos que as pessoas a quem amamos realizem seus sonhos.
Então, esse homem nunca acreditou no meu sonho. Um dia, ele dirigindo me disse: “Porque você não procura emprego em uma loja de vender roupas? Você pode tentar chegar a gerente na loja.”
O MUNDO PAROU NAQUELES MÍSEROS SEGUNDOS.... O homem que eu amava estava me dizendo entre outras palavras que meu sonho de ser uma grande escritora não era o meu futuro. O homem que eu amava definitivamente não gostava nem um pouco de mim... o homem que eu amava não me apoiava e não acreditava em mim... ele era definitivamente pobre de alma demais para estar comigo.
Eu fiquei absolutamente muda... Fiquei tão chocada que não disse nada, era ele dirigindo e eu com minha cara de paisagem. Depois disso eu perdi a vontade de ver ele, de estar com ele e não escrevi mais nenhuma carta, eu antes escrevia com toda a minha alma cartas extensas, nem um e-mail mais sequer eu mandei... nada...
A maioria das pessoas nesta hora se deixaria levar pela opinião de uma pessoa muito importante na sua vida e abandonaria a idéia do sonho ou no mínimo passaria a cogitar a possibilidade de realmente não ser apto para alcançar o que quer.
Eu me afastei de quem estava literalmente pisando em meus sonhos... Bem como acabei me afastando de algumas outras pessoas do meu dia a dia por não verem o quanto é importante para mim os meus livros. Meus livros são mais importantes que o dinheiro.
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NÃO, EU NÃO ESTOU ATRÁS DE MILHÕES NA MINHA CONTA BANCÁRIA, embora eu não negue que seria uma coisa muito boa isso acontecer.
EU ESTOU ATRÁS DE SER AMANHÃ UMA PESSOA MUITO MELHOR DO QUE EU FUI ONTEM. E ESTOU ATRÁS DE DEIXAR REGISTRADO O QUE EU APRENDI PARA AQUELES QUE VIRÃO DEPOIS DE MIM OU QUE ME ACOMPANHAM.
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MEUS LIVROS SÃO PARA MIM O ELIXIR DA VIDA ETERNA.
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Não, eu não quero amigos que fiquem babando em mim, tá louco? Não sou de confetes e purpurinas, mas é que ouvir de uma amiga que a gente tanto gosta que é melhor descer do nosso sonho para o tombo não ser tão grande, acaba, digamos assim: Me deixando com vontade de não conviver com alguém tão... tão, tão... sabe? Tão limitado...

A SATISFAÇÃO DE SE ESTAR FAZENDO O QUE REALMENTE SE VEIO FAZER NÃO TEM PREÇO!!!!

A gente ouve todo mundo dizer que temos de encontrar e seguir uma carreira que dê dinheiro porque isso é que é o mais importante, Nosso pais querem que façamos faculdades promissoras com empregos garantidos (até entendemos este lado deles). nos dizem que temos de casar porque depois dos 40 pega mal e patati patatá... Mas em contrapartida eu já conheci muita gente infeliz que casou com 25, também já conheci gente infeliz porque fez faculdade de direito e até gente depressiva porque tinha um monte de grana e não fez o que queria da própria vida e ficou ouvindo as receitas dos outros e por isso perdeu-se em meio á tanta opinião, aliás, gente que nem sabia o que ia fazer com tanto dinheiro, que ficava guardando acho que para o dia de poder levar para o caixão. Aliás, esse último aí era o tal homem que eu amava. Enquanto ele dirigia estava me dando a receita de como ser feliz, de como conduzir a minha vida e ter dinheiro.

E o mais hilário é sabe o que? De nós dois não era eu que vivia em depressão.

Eu sou feliz. É verdade, eu sou feliz!

A minha vida não é convencional, minha profissão não é convencional, meus amigos e amigas são pra lá de inconvencionais e meus horários são loucos. O fato é que não sei do dia de amanhã, não estou preocupada com a minha inexistente aposentadoria. Não dou crédito por 99% dos escritores deste planeta não conseguirem viver da venda dos seus livros e que chegar ao topo é praticamente a mesma proporção de chances de alguém ganhar na mega sozinho por duas vezes seguidas. Primeiro conseguir uma editora e depois virar best seller mundial.

MAS QUER SABER? EU SIGO EM FRENTEEEEEEEEEEEEEEEEEE...

As palavras deveriam ser dita para apenas três coisas: curar, ensinar e abençoar.

E desejo que ninguém seja tolo para censurar os sonhos dos outros, para rir dos cursos “inúteis” e sem fins lucrativos que alguns escolhem. Nem tão pouco para deixarem que outros minem seu interior.
E se vocês tem filhos, então apóiem-nos naquilo que eles escolheram para a vida deles, porque só eles conseguem sentir o que tem dentro de si. E se eles querem ser astronautas, modelos, artistas plásticos, fisioculturistas, jogadores de futebol, plantadores de kiwi na austrália, sei lá que profissão restrita á poucos, DEIXEM-OSSSSSSSS, não sejam cúmplices de existir no futuro mais uma pessoa no mundo infeliz porque não seguiu o que seu coração quis...

E AOS CASAIS APAIXONADOS: Apóiem um ao outro em seus sonhos. Pessoas podem olhar na mesma direção mesmo seguindo escolhas diferentes. Casal não é um “indivíduo” que se unificou e virou um. Casal são dois com vida própria que ajudam-se mutuamente. Se você não pode ser o melhor amigo ou amiga de quem você está, então você não poderá ser também o grande amor desta pessoa...
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FELIZ DIA DOS NAMORADOS !!!

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

SEM NADA PRA SE FALAR...

... "É um motivo ótimo para se ficar calado".
Foi exatamente isso que pensei na hora que abri as páginas dos principais sites para ver o que rolava pelo mundo (eu estava sem o que fazer, verdade seja dita) e fui ver o o que estavam noticiando hoje.
Realmente, quase não tinham o que dizer...
Muitas coisas em destaque que não acrescentam em absolutamente nada no meu dia a dia, como por exemplo quem toma banho na Fazenda da Record, ou então opiniões furadas de mais um mega especialistas em queda de avião, quem foi com quem em tal show, quem chamou quem do que e até hoje vi uma manchete dizendo: “Diretor comprara Luana Piovani á Marlin moroe”.
Ai, que viagem!!!!
E eles pensam que vou engolir uma idéia dessas só porque está na capa do site. Pára, né? Piada. Uma coisa é ser bonita, outra coisa é ser ícone de uma geração.

Então, na falta de ter o que dizer fica inventando besteira por aí. E pior que esse tipo de matéria chega a ser ofensivo. Sinceramente? Ofende-me mesmo, porque estão achando que eu sou idiota de concordar com uma idéia destas.

Daí, como eu estava sem nada mesmo para fazer resolvi iniciar uma busca pelos sites para eleger a matéria mais significante e a mais insignificante de todas, confira:

MAIS INTERESSANTE DAS MATÉRIAS ATEMPORAIS:

A cena de um homem chinês anônimo impedindo tanques de guerra de prosseguirem. É uma foto forte, a vontade, fé e ideal de um homem podem muito mais do que se imagina. Essa é uma das mais importantes fotos do século xx. O que me surpreendeu foi justamente esta matéria estar quase minúscula no site, quase imperceptível.



http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3805274-EI8143,00-Fotografo+de+cena+historica+lembra+como+registrou+heroi+anonimo.html


MAIS INTERESSANTE DAS MATÉRIAS TEMPORAIS:

Homem que após estar paralítico por 22 anos consegue voltar a andar mediante o medicamento BOTOX. Estamos em direção á descobertas científicas cada vez mais maravilhosas de como melhorar a qualidade de vida.


http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2009/06/05/australiano+paralisado+por+23+anos+volta+a+andar+apos+aplicacao+de+botox+6552927.html
detalhe: link pequeno este, que eu demorei a percebe-lo.


MATÉRIA ELEITA A MAIS INSIGNIFICANTE:

GRACYANNE BARBOSA SE DESCUIDA E MOSTRA A CAICINHA EM AEROPORTO.

Dááááaá licensa... essa da calcinha que mostrei sem querer é pra bobo, é tentativa mais do que ultrapassada de se fazer marketing
O que beneficia alguém saber sobre a calcinha da Gracyanne? Alguém aí acredita que foi sem querer? E a cara de sorriso dela ao olhar para a câmera no momento do clique? Alguém aí já viu que é impressionante como o fotógrafo está sempre no lugar certo, no ângulo certo e na luz adequada? E com a calcinha impecável?


Tão inútil esta que nem coloco o link aqui para se ler.

Detalhe: notícia na home do site, com foto do fantástico aparecimento, pode ter sido uma das mais clicadas neste dia

Momento de reflexão: Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? Entre outras palavras: Somos nós que fizemos os meios de comunicação adequarem-se a nós ou nós que nos permitimos nos adequarmos á eles?

1 min. De silêncio.

Conclusão: Somos nós os culpados...

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Sábado, 30 de Maio de 2009

MEU AMADO E CARO DIÁRIO BARATO

click 2 x para ler

A minha filha ano passado, ao voltar de Porto Alegre, me trouxe uma surpresa. Ela havia subido no sótão da casa da minha mãe e encontrado uma caixa contendo minhas recordações, entre elas o meu primeiro diário.
Assim que ela chegou em Santa Catarina me entregou ele, dizendo: Olha só o que eu achei, você vai adorar!
Eu olhei, segurei-o, sorri, pensei que mais tarde o veria com calma e então o guardei. E os meses se passaram sem eu nem ao menos lembrar dele. Até que ontem, em uma mega faxina eu resolvo por ordem nas coisas por dentro dos guarda-roupas e então o encontro.
Sentei, passei um paninho para tirar o pó dele e me pus a folhear aleatoriamente as suas páginas... E fui revivendo uma época e tanto da minha vida. Aonde quase nada acontecia no mundo físico e muitas coisas aconteciam na minha mente. Porque eu era refúgio puro dentro de mim mesma. O fato é que de todos os mundos que se pode escolher (cada um escolhe a vida que quer!!!), o universo que há em mim sempre foi o lugar onde me senti mais segura e feliz. As coisas mais engraçadas e as maiores aventuras que vivi acreditem, aconteceram em algum lugar dentro de mim.
Não, eu não fujo mais tanto do mundo daqui, embora eu confesse que tudo o que eu quero é voltar para casa... No fundo é o que eu mais quero...
Mas enquanto isso ainda não é possível, vou me revezando entre lá e aqui. Ou melhor, entre quase lá e aqui...
E folheando as páginas do diário encontrei os registros do dia em que decidi ser escritora. Eu tinha 13 anos e estava em 6 de agosto de 1988. Em um dia comum e totalmente incomum... É que o comum eram coisas incomuns acontecerem sem que ninguém mais, além de mim, percebesse. Porque coisas mágicas aconteciam sem que eu simplesmente soubesse explicar, embora ainda não o saiba. Eu estava aqui e de uma hora para outra tudo se transformava a minha volta e era como se eu passasse a estar lá, mesmo estando aqui. Eu nunca falei sobre isso para ninguém porque achava que ninguém entenderia. E a verdade é que isso ainda acontece. Não, eu não preciso sair de casa para ser feliz...
Eu fico aqui, mas na verdade estou fora. E confesso para vocês, embora eu já tenha pensado há muito tempo atrás que eu poderia ser insana, que hoje em dia acho isso uma delicia pura... Porque não tenho medo de morrer, sei que tudo o que quero é possível e que não importa em que mundo isso aconteça... E mais importante, penso que felizmente tudo é muito maior do que o pequeno limite que damos as coisas...
No dia em que registrei a minha decisão de ser escritora, (com erros de português por tudo quanto era lado...huahuahuahuahua) eu tinha dado um nome ao meu diário, na verdade a minha diária, a MANÚI, aquela que era a minha melhor amiga em todos os momentos... e com quem já naquela época usava meu três pontinhos sempre eu possível...

“ Já ia escrever uma coisa que não tem nada haver... Imaginações que não se enquadrariam com as minhas... Ai, sei lá, não encaixam e pronto!
Não dá, pombas, eu até estou pensando que cada letra aqui escrita tem vida, tem mensagem, tem cor, tem significado... mais parece uma criação das minhas histórias.
Ai, sei lá, eu me sinto gozada, assim como se cada coisa tivesse vida, que a porta conversasse com a minha cama, que essa caneta estivesse falando com cada ponto e virgula que com ela escrevo. É como se ela estivesse falando com as letras que agora rabisco:
- Oi, boa noite! Eu sou D. Caneta, quer bater um papo?
Será que eu já estou começando a pirar? Sabe que isso até me inspira uma idéia: Quero quando crescer ser escritora! Que tal?! É isso aí, quero ser escritora!
Boa Nigth Manú, eu vou ibernar em um sono de 10 a 12 horas. Beijoscas.”

Terça-feira, 19 de Maio de 2009

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